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Apreensões de cigarros contrabandeados aumentam 390% no RJ

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Apreensões de cigarros contrabandeados aumentam 390% no RJ

A quantidade de cigarros contrabandeados apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aumentou mais de 390%. Os dados são referentes aos nove primeiros meses de 2019, nas rodovias federais do Rio de Janeiro, em um comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Foram apreendidos 2,9 milhões de maços de cigarros, entre janeiro e setembro. No ano passado, no mesmo período, foram mais de 588 mil maços. Houve um acréscimo de 397% nas ocorrências.

Com o aumento da fiscalização nas rodovias federais, as apreensões cresceram expressivamente. Ações de inteligência, aliadas à integração com as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar, têm resultado em grandes volumes de cigarros contrabandeados apreendidos.

A venda do cigarro ilegal financia quadrilhas de milicianos e traficantes. O dinheiro arrecadado é utilizado para a compra de armas, entorpecentes, além de outras atividades criminosas.

Prejuízo financeiro

O volume de cigarros contrabandeados apreendidos representa uma perda de mais de  R$ 14 milhões para as quadrilhas, de acordo com estimativa da Receita Federal. O crime de contrabando impacta significativamente na economia e traz graves prejuízos para o estado.

2019 – 2.929.560 maços apreendidos

2018 – 588.490 maços apreendidos

Projeto de Lei

Projeto de Lei 3116/19 transforma em crime hediondo o contrabando, a falsificação, a corrupção, a adulteração ou a alteração de cigarros. Os crimes hediondos, definidos na Lei 8.072/90, são inafiançáveis e insuscetíveis de anistia, graça e indulto.

A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados. “O cigarro contrabandeado não possui as licenças necessárias, que garantem a qualidade do produto, e isso atinge diretamente a saúde dos consumidores”, disse o autor, deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ).

“Pessoas que vendem cigarros contrabandeados provocam efeitos nefastos sobre a saúde dos que consomem seus produtos, sobre a economia e a segurança pública, pois dificultam o combate à enorme e perigosa cadeia de crimes correlatos”, continuou o parlamentar.

 

Fonte: Agência PRF

Foto: Divulgação/PRF

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