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Autopeças perdem embalo por causa da economia

Autopeças perde embalo

Autopeças perdem embalo por causa da economia

Setor de autopeças vem desacelerando desde junho de 2018

O faturamento do setor de autopeças de janeiro a abril registrou alta de 7,6% sobre iguais meses de 2018. No acumulado dos últimos 12 meses o crescimento é um pouco maior, 11,6%, mas as empresas do setor chamam a atenção para o fato de que desde junho de 2018, após a greve dos caminhoneiros, a comparação do faturamento em doze meses vem desacelerando, refletindo assim o baixo desempenho da economia brasileira e também a retração nas exportações para o mercado argentino. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne os fabricantes de componentes.

Em junho do ano passado, a variação acumulada em 12 meses indicava crescimento de 22,8% e a comparação interanual naquele momento (primeiro semestre de 2018 sobre o de 2017) revelava alta de 19,3%.

Voltando à análise do primeiro quadrimestre de 2019, as vendas externas ajudam a explicar a desaceleração, já que as exportações em dólar no período caíram 12,4%. E em reais subiram apenas 1,5%. O impacto nas vendas externas decorre da crise argentina, que reduziu suas compras no segundo semestre do ano passado e fez até regredir o déficit brasileiro na balança comercial de autopeças.

A análise dos principais canais de vendas mostra que o faturamento com as montadoras cresceu 8,6% sobre o primeiro quadrimestre do ano passado. Para o mercado de reposição esse aumento foi de 5,9%.

EMPREGOS E CAPACIDADE INSTALADA

Os dados do Sindipeças mostram que o emprego nacional no setor recuou 1,2% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2019, embora indique pequena alta de 4,6% na variação acumulada em 12 meses. Os dados sobre a utilização da capacidade instalada mostram relativa estabilidade. Em abril ela alcançou 70%, 1 ponto porcentual a mais que em março. 

A análise mês a mês dos números da entidade a partir do início do ano passado mostra que a utilização da indústria de autopeças teve um pico de 73% em fevereiro de 2018 e depois disso oscilou mais para baixo do que para cima dos 70%, jamais ultrapassando os 71%. A média nestes 16 últimos meses foi de 68,6% de utilização da capacidade instalada.

 

Fonte: AB

Foto: Divulgação

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