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Ferrogrão trará agilidade no escoamento da produção agrícola pelo Norte

Portal Estrada - Ferrogrão trará agilidade no escoamento da produção agrícola pelo Norte

Ferrogrão trará agilidade no escoamento da produção agrícola pelo Norte

O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirmou nesta segunda-feira (17) que a Ferrogrão, corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, ligando Sinop, no norte do Mato Grosso, até os portos de Miritituba, no Pará, vai aumentar a agilidade e reduzir os custos logísticos da produção agrícola no país. “A ferrovia vai desafogar e dar celeridade no processo de escoar nossa produção pelo Norte”, destacou Sampaio, ao participar de debate virtual no Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária – Norte Export.

O projeto conta com 933 quilômetros de extensão e nasce com “Selo Verde” por conta da sua preocupação ambiental. A expectativa é que a Ferrogrão reduza em 50% a emissão dos gases do efeito estufa e retire 1 milhão de toneladas de CO2 da atmosfera, além de usar a faixa de domínio da BR-163 como traçado, sem sobrepor terras indígenas, quilombolas ou unidades de conservação.

Para a modelagem da concessão está sendo adotado o modelo vertical de exploração da Ferrogrão, no qual uma única empresa é responsável pela gestão da infraestrutura e prestação do serviço de transporte. O prazo de concessão previsto é de 69 anos. São esperados investimentos de R$ 8,4 bilhões no projeto de concessão.

Segundo Sampaio, a expectativa é de movimentar 48,6 milhões de toneladas em 30 anos, o empreendimento aliviará as condições de tráfego na BR-163/PA, diminuindo o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção. “Temos um projeto muito atrativo, já temos investidores interessados em participar da concessão”, afirmou.

O interesse de investidores na Ferrogrão, projeto ferroviário de mais de 900 quilômetros de extensão, entre Sinop/MT e o porto de Miritituba/PA, mostra a confiança no agronegócio da região Centro-Oeste e na proposta elaborada pelo Governo Federal. “O mais difícil em um projeto desse é achar investidor e, por incrível que pareça, o investidor nós temos”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante encontro com a Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (4).

Atualmente, o Mato Grosso produz 65 milhões de toneladas de grãos por ano e, segundo estudos, pode chegar a produzir até 120 milhões de toneladas dentro de nove anos. E é justamente este aumento na eficiência da safra que tem chamado a atenção dos investidores na Ferrogrão. “Tem muita gente que acredita no Mato Grosso. Tem produtor fazendo 80 sacas por hectare. Ninguém produz isso no mundo. É mais do que o dobro do que o americano faz”, disse Tarcísio.

De acordo com Freitas, o projeto ferroviário pode ser leiloado durante o segundo semestre. A expectativa é de que a Ferrogrão sirva como reguladora de tarifa dos transportes de carga do país. O aumento na oferta de infraestrutura deve contribuir para a redução dos fretes rodoviários, que já ocorreu de forma mais modesta a partir da pavimentação completa da BR-163, em 2019. Além disso, a ferrovia também vai valorizar a movimentação nos portos do Arco Norte, fomentando uma nova saída aos produtores.

 

Fonte: MInfra

Foto: Divulgação

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