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Fraude tinha em torno de 10 mil caminhões com 4º eixo irregular

Portal Estrada - Fraude tinha em torno de 10 mil caminhões com 4º eixo irregular

Fraude tinha em torno de 10 mil caminhões com 4º eixo irregular

Fantástico teve acesso exclusivo a uma investigação que revela como caminhoneiros e transportadoras burlam as normas de eixo de segurança para aumentar a capacidade de transporte de carga.

São flagrantes dessa fraude que põe em risco a vida de motoristas e passageiros nas estradas brasileiras. Segundo o Denatran, circular com o quarto eixo é uma infração grave, passível de multa e de retenção dos caminhões.

O Ministério Público denunciou 20 pessoas e cinco foram presas. Cinco funcionários do Detran de São Paulo são investigados por liberar a documentação ilegal e foram afastados. O Detran informou que vai fazer uma auditoria para mapear os documentos emitidos irregularmente.

Veja a reportagem em vídeo:

  • O que é o quarto eixo, que não é permitido pela legislação;
  • A rentabilidade que a adulteração provoca e os danos causados nas estradas por ela;
  • A delação de uma testemunha, que culminou com a investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo;
  • Segundo a polícia, o esquema movimentou cerca de R$ 50 milhões nos últimos quatro anos e tinha em torno de 10 mil caminhões com quarto eixo irregular;
  • A monitoração dos suspeitos por vídeo e telefone – dentre eles, Orlando Grande Filho, suspeito de chefiar o esquema
  • O passo a passo do esquema da implementação do quarto eixo: desde a oficina mecânica até a vistoria do veículo – dentre elas, uma empresa de vistoria cujo dono é o ex-prefeito da cidade de Herval D’Oeste (SC), Paulo Nerceu Conrado – a Inspeção Paraná;
  • Flagrantes de filas de caminhões com o quarto eixo fazendo a vistoria na empresa do ex-prefeito
  • Áudios que mostram diálogos sobre propina – segundo a investigação, Bruna Ferreira Perdigão era a funcionaria da Inspeção Paraná que recebia a propina;
  • Especialistas dizem que a fraude põe em risco a segurança de caminhoneiros e de quem trafega nas estradas brasileiras.

Orlando e Bruna estão entre os cinco presos. Segundo Luciano Menezes Molina, advogado de Orlando, “ele simplesmente orientava os outros caminhoneiros como fazer essa transformação e fez um trabalho social, pra poder auxiliar os caminhoneiros que estavam precisando inserir esse quarto eixo pra poder transportar mercadorias dentro da legislação”.

Já o advogado de Bruna, Maicon Trida Galvão, disse que “as acusações contra a Bruna não procedem. Ela era simplesmente uma assalariada que cumpria ordens dentro da empresa”.

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O dono da empresa, Paulo Nerceu Conrado, negou qualquer tipo de irregularidade. “Esses laudos que foram feitos estão dentro das normas. A empresa não fez nada escondido e tem todas as filmagens dos serviços que foram feitos lá”, disse. Em nota, o Inmetro informou que suspendeu o contrato com a Inspeção Paraná.

Fonte: Fantástico

Foto: Divulgação

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