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Máquinas Agrícolas empacam por falta de crédito

Trator em plantação

Máquinas Agrícolas empacam por falta de crédito

Venda de máquinas agrícolas cresceram menos de 4% até maio

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias em maio somou 3,1 mil unidades, resultando em pequena queda de 0,7% na comparação com abril.

No acumulado do ano foram repassadas à rede 15,5 mil máquinas, apenas 3,7% a mais que em iguais meses de 2018. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Os agricultores estão aguardando o anúncio do Plano Safra”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto.

As vendas de colheitadeiras de grãos até maio somaram 2 mil unidades e anotaram crescimento de 23,3%. E as retroescavadeiras contudo, tiveram importante alta de 97,6%, com 1,1 mil unidades entregues aos concessionários. 

Produção de grãos no Brasil deve crescer 1,6% em 2019, diz IBGE

Miguel Neto admite a possibilidade de revisão nos números do setor de máquinas, assim como para as exportações de veículos, mas isso dependerá do Plano Safra, cujo anúncio não mais ocorrerá em 12 de junho como previsto.

PRODUÇÃO NO ACUMULADO MANTÉM QUEDA

Nestes primeiros cinco meses de 2019 as fabricantes instaladas no Brasil produziram 20,7 mil unidades. Com isso persiste o cenário de queda, de 4,2% na comparação com iguais meses do ano passado. 

A retração decorre dos tratores de rodas. As montadoras fabricaram 13,3 mil unidades até maio, 15,7% a menos pela comparação interanual. A menor demanda interna e também nas exportações explicam o recuo.

EXPORTAÇÕES: QUEDA DE 15% EM VALORES

A análise das vendas ao mercado externo mostra que o Brasil embarcou 5,1 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, registrando alta de quase 1% na comparação interanual. Em valores entretanto, o envio de US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos resultou em queda de 15,2%.

“Isso ocorreu porque deixamos de exportar para a Argentina máquinas e componentes com maior valor agregado”, explica Miguel Neto.

A exportação de colheitadeiras caiu 53,2% de janeiro a maio sobre iguais meses de 2018. Caíram também os embarques de colhedoras de cana: -69,1%. “Neste caso é porque o preço do açúcar baixou bastante”, diz o vice-presidente da Anfavea. 

Os tratores de esteiras exportados somaram 1,7 mil unidades até maio, 35,9% a mais que em iguais meses do ano passado. Foram contudo, responsáveis pelo balanço positivo nas exportações. “Eles seguem para os Estados Unidos. Essa é uma forma de compensar a retração no mercado interno”, diz Miguel Neto.

Fonte: AB

Foto: Divulgação/Embrapa

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