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Mercado global de caminhões pode entrar em declínio

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Mercado global de caminhões pode entrar em declínio

A redução do comércio internacional e os recentes sinais de recessão em alguns países de economia madura indicam o início de uma fase de enfraquecimento do mercado global de caminhões. A estimativa é da Carcon Automotive, baseada em estudo apresentado no Workshop Planejamento Automotivo ABPLAN 2020, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 19, no WTC Events Center, em São Paulo. 

De acordo com a visão da consultoria, as tensões tarifárias entre os Estados Unidos e a China, os desdobramentos da saída do Reino Unido da União Europeia e as estimativas de crescimento menor da economia mundial compõem os principais fatores para que a demanda de caminhões acima de 6 toneladas diminua. Os efeitos começam a se refletir no resultado já deste ano, com maior força no ano que vem. Segundo as estimativas, após um crescimento de 6 % em 2018, com 3,1 milhões de unidades entregues, 2019 deve encerrar com pouco mais de 3 milhões de veículos, em queda de 3,4%. Para 2020 se espera mais um declínio, da ordem de 3,6%, quando somará por volta de 2,9 milhões de unidades. 

Os efeitos começam a se refletir no resultado já deste ano, com maior força no ano que vem. Segundo as estimativas, após um crescimento de 6 % em 2018, com 3,1 milhões de unidades entregues, 2019 deve encerrar com pouco mais de 3 milhões de veículos, em queda de 3,4%. Para 2020 se espera mais um declínio, da ordem de 3,6%, quando somará por volta de 2,9 milhões de unidades. 

“Mercados com relações mais forte com a China e o risco de recessão em algumas economias promovem restrições financeiras, afetando investimentos e reduzindo as exportações globais. América do Norte, Europa e Ásia deverão ser as regiões que puxam para baixo o desempenho.”, retrata Carlos Reis, diretor presidente da Carcon.

BRASIL EM ALTA

Neste ambiente pouco favorável, a América do Sul, com o mercado brasileiro impulsionando a demanda, se apresenta em movimento ascendente. Pelo estudo da consultoria, a região absorverá 113 mil caminhões em 2019, em alta de 30% sobre as 89 mil unidades acumuladas no ano passado, e alcançar 125 mil veículos em 2020, em mais uma alta acima de 10%. 

Para o representante da Carcon, o desempenho da região carrega o otimismo gerado pelas reformas estruturais priorizadas pelo novo governo brasileiro, apesar da recessão persistente na Argentina. 

No caso do Brasil, como motor para o desempenho na região, o consultor lembra ainda da nova fase da legislação ambiental do Proconve, mais um indicador de maior demanda no horizonte próximo. Em 2022, um ano antes de vigorar a lei, equivalente ao Euro 6, o mercado de caminhões na região, estimulado por antecipação de compra, deve chegar a 163 mil unidades.

 

Fonte: Automotive Business

Foto: Divulgação/Portal Estrada

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