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Vale inicia operação de caminhões autônomos no Complexo de Carajás

Portal Estrada - Vale inicia operação de caminhões autônomos no Complexo de Carajás

Vale inicia operação de caminhões autônomos no Complexo de Carajás

A Vale iniciou a operação de seis caminhões fora de estrada autônomos no Complexo de Carajás, no Pará. Até o final do ano serão dez veículos operando no local. A inciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas para ampliar a segurança dos empregados, tornar a operação mais ambientalmente sustentável e obter ganhos de competitividade. A implantação está sendo acompanhada de um plano de recursos humanos para capacitar os empregados a trabalhar com as novas tecnologias digitais.

Os caminhões autônomos com capacidade para transportar 320 toneladas estavam em teste em uma área isolada de Carajás desde 2019. Esta semana eles iniciaram a fase final de testes na mina N4E e ontem, quarta-feira, entraram oficialmente em produção. Além dos caminhões, já estão em operação no Complexo de Carajás quatro perfuratrizes autônomas. Mais três perfuratrizes começarão a operar até o final do ano.

A operação autônoma começou a ser implantada pela Vale na mina de Brucutu, em MG, em 2016, e hoje abrange todos os 13 caminhões fora de estrada dessa unidade. Desde a implantação em Brucutu, não foi registrado nenhum acidente causado pelos caminhões.

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Os caminhões autônomos são controlados por sistemas de computador, GPS, radares e inteligência artificial, percorrendo a rota entre a frente de lavra e a área de descarga. Ao detectar riscos, os equipamentos paralisam suas operações até que o caminho volte a ser liberado. Os sensores do sistema de segurança são capazes de detectar tanto objetos de maior porte, como grandes rochas e outros caminhões, até seres humanos que estejam nas imediações da via. Com isso, situações de risco, como tombamento e colisão, foram eliminadas.

“A introdução dos caminhões autônomos em Carajás é mais um passo da Vale rumo à ambição de se tornar referência em segurança na mineração e em direção à meta de reduzir as emissões de carbono em 33% até 2030”, afirma Antônio Padovezi, diretor do Corredor Norte da Vale. “A tecnologia reduz a exposição dos empregados aos riscos inerentes à atividade e traz também benefícios ambientais, reforçando nosso novo pacto com a sociedade”.

Pessoas no centro das decisões

No caminhão autônomo não há operador na cabine. Mas as pessoas seguem tendo papel relevante na operação. Outros equipamentos que circulam pela mina, como motoniveladoras e tratores, continuarão sendo tripulados. Por isso, os operadores desses veículos receberam treinamento para interagir com os autônomos. Já foram capacitados 32 operadores e até o final do ano este número chegará a 120. Serão 208 horas de treinamento para cada operador, totalizando quase 25 mil horas.

Nos próximos 12 meses, a operação será assistida pelo fornecedor dos caminhões. A previsão é que, após esse período, a Vale assuma totalmente a operação. Quando isso ocorrer, novos postos de trabalho serão criados em salas de controle, distante da frente de lavra.

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Tecnologia em expansão

O programa de autônomos da Vale continua em expansão, com um investimento total de cerca de US$ 34 milhões em 2021. Até o final do ano estarão em operação em toda a empresa 23 caminhões, 21 perfuratrizes e três pátios (empilhadeiras e recuperadoras) em Pará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No exterior, a operação autônoma já é realidade no Canadá, com perfuratrizes e carregadeiras para minas subterrâneas, e na Malásia, com máquinas de pátio.

Inovação em segurança

Inovação é chave para a Vale melhorar a vida das pessoas e transformar o futuro em conjunto com a sociedade. Em sua estratégia, a empresa prioriza segurança, confiabilidade, agenda de baixo carbono e a contribuição para a sociedade. As iniciativas de inovação para a segurança estão agrupadas desde 2021 no Programa de Transformação de Segurança, que tem três objetivos principais: criar iniciativas para garantir processos seguros; acelerar a implantação de controles na operação; e remover pessoas de atividades de risco utilizando técnicas de operação remota, autônomos e robótica. Estão dentro do escopo do programa, por exemplo, projetos para implantação de veículos autônomos, desenvolvimento de sistemas de detecção de fadiga em operadores e uso de realidade aumentada para inspeções e manutenções.

 

Fonte: Vale

Foto: Divulgação

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